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Em meio aos flashes da primeira convocação oficial de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira, um detalhe específico ultrapassou o universo esportivo e rapidamente passou a ocupar espaço entre portais de lifestyle, moda e mercado de luxo: a Birkin 30, da Hermès, escolhida por Mariann McClay. Em preto e bege, e avaliada em cerca de R$ 180 mil, a peça representa muito mais do que um acessório de desejo. Ela simboliza uma mudança importante na forma como o luxo contemporâneo é percebido, consumido e comunicado.
Durante muitos anos, o luxo esteve associado à exibição evidente de status. Logotipos aparentes, excesso visual e consumo performático funcionavam quase como códigos de pertencimento. Hoje, esse comportamento perdeu força entre consumidores de alta exigência, especialmente em mercados maduros. O desejo passou a ser construído de maneira mais silenciosa, sofisticada e culturalmente orientada.
Peças como a Birkin operam em uma camada diferente do consumo. Não se trata apenas do valor financeiro ou da dificuldade de acesso, mas da narrativa construída em torno daquele objeto. Existe herança, excelência artesanal, raridade e um capital simbólico que ultrapassa tendências passageiras. O consumidor contemporâneo do luxo já não busca somente reconhecimento imediato; ele busca repertório, permanência e significado.
Esse movimento, muitas vezes chamado de “luxo silencioso”, deixou de ser apenas uma direção estética para se tornar uma expressão cultural. O verdadeiro luxo contemporâneo está menos ligado à necessidade de provar e mais relacionado à capacidade de reconhecer códigos mais sutis. Em muitos casos, o valor está justamente naquilo que não precisa ser explicado o tempo inteiro.
Quando uma figura pública aparece com um acessório desse universo, a comunicação acontece de forma implícita. Existe uma curadoria muito precisa por trás dessas escolhas. A peça transmite uma relação mais refinada com imagem, consumo e identidade. Não é sobre ostentar; é sobre presença.
Ao mesmo tempo, as grandes maisons internacionais vêm reforçando atributos ligados à permanência, ao legado e à consistência estética, em contraste com uma lógica cada vez mais acelerada das redes sociais. O que sustenta valor hoje não é apenas o produto em si, mas a história que antecede aquele objeto e a capacidade da marca de permanecer relevante ao longo do tempo.
Talvez seja exatamente por isso que um detalhe aparentemente simples, em meio a uma convocação da Seleção Brasileira, tenha despertado tanto interesse fora do esporte. Porque, no luxo contemporâneo, os símbolos mais poderosos já não são necessariamente os mais chamativos.
Luiza Possi e Renata Kuerten desfilam no evento Casar.com

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No próximo domingo, 24 de maio, o evento Casar.com recebe o desfile da tradicional marca de vestidos de noiva, Nova Noiva, que apresenta sua coleção 2026 Lúmina. A grife levará à passarela 27 modelos, traduzindo romantismo, luxo e modernidade em criações marcadas por delicadeza e imponência.
A marca escolheu duas personalidades de destaque para estrelarem a coleção deste ano: a cantora e empresária Luiza Possi, que vive um momento especial planejando sua renovação de votos, e a modelo e apresentadora Renata Kuerten, que celebra um ano de casamento.
Fonte: Blog Splash Amaury Junior