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Se você acompanha a minha trajetória nesses 25 anos empreendendo, e em especial nos 5 anos em que tenho o privilégio de vivenciar de perto a transformação da EBEM no empresariado brasileiro, sabe que para mim a prática sempre atropela a teoria. Estar no palco nunca foi só sobre dar palestras unilaterais ou ensinar fórmulas prontas, mas sobre criar um espaço de escuta e troca real com mulheres que estão, no dia a dia, movendo os ponteiros da economia brasileira. E em um dos painéis do Conexão EBEM em Setembro, enquanto eu meditava a conversa entre empresárias gigantes, ficou ainda mais claro que a maturidade do empreendedorismo feminino atingiu um ponto sem volta: o da clareza implacável e da execução sem rodeios.
Quando olhamos para os bastidores das empresas que realmente escalam, percebemos que o maior gargalo raramente é a falta de mercado ou um produto ruim. O gargalo, quase sempre, está na cabeça e na velocidade da liderança. Ouvindo a Aline Draghi (Sócia-fundadora da premiada John ‘s Burguer), fui relembrada de que a tão sonhada liberdade no negócio não vem de um estalo de sorte, mas da disciplina com os números.
Para sair da armadilha do operacional, a empresária precisa encarar o DRE e o CMV como rotina diária. Decidir rápido não é adivinhar nem confiar no “achismo”, é olhar para o dado real e tomar a rédea da situação. A gestão financeira não engessa; ela é exatamente o que nos alivia do peso emocional de gerir no escuro.
Na sequência, a Suellen Moia (Founder e CEO da M2 Inteligência em Mensageria, referência no mercado de logística) trouxe um choque de realidade sobre o quanto a busca pela perfeição destrói o comercial de uma empresa. A paralisia por análise mata vendas todos os dias. No mercado atual, errar rápido e corrigir no meio do caminho é a única forma de validar processos. E isso exige maturidade para saber filtrar os modismos tecnológicos e focar apenas no que coloca dinheiro no caixa e resolve a dor do cliente. Essa busca por respostas perfeitas se conecta muito com o que a Andréa Beijatto (CEO da ABC – Consultoria e Desenvolvimento Pessoal e Profissional, consolidada como uma das maiores referências em expansão da consciência e desenvolvimento humano no Brasil) compartilhou sobre governança. Crescer não significa ficar lenta. Quando você tem processos blindados e dados organizados, o tamanho da sua empresa não vira um fardo, mas uma fortaleza que dá a segurança necessária para agir rápido sob pressão.
E como coroação dessa troca, a Sônia Hess (Uma das empresárias e executivas mais influentes do Brasil, amplamente reconhecida por ter sido a presidente da camisaria Dudalina e por sua forte atuação no fomento ao empreendedorismo feminino) trouxe aquela sabedoria de quem já viveu todas as estações dos negócios e sabe que você nunca terá 100% dos dados na mesa antes de agir. A verdadeira virada de chave para escalar está na coragem de decidir com a intuição alinhada à prática e ter a audácia de recalcular a rota sem perder tempo procurando culpados na equipe. Líderes de alto impacto assumem o leme, corrigem o rumo e seguem em frente.
Depois de ouvir essas mulheres incríveis e olhar para a plateia lotada de empresárias sedentas por crescimento, a conclusão que ficou martelando na minha cabeça é só uma: a velocidade da sua decisão é o teto do crescimento da sua empresa. Se você hesita para encarar os números, se adia conversas difíceis ou se paralisa pelo medo de errar, o seu negócio vai travar exatamente onde a sua coragem parar. Crescer exige método, exige verdade e, acima de tudo, exige a decisão de não terceirizar o seu papel de líder. O futuro dos negócios pertence a quem tem a coragem de executar hoje com inteligência emocional e visão de longo prazo.
Com o pé no chão, o fôlego em dia e o olhar no futuro,
Tatyane Luncah
@tatyaneluncah | @ebemoficial #BoraLapidar? 💜