E nosso golfe

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Chegamos ao sétimo mês do ano com a temporada de golfe bombando, em todos os sentidos, seja no PGA Tour, seja nas Olimpíadas e nos clubes por todo o mundo. A pandemia do Covid 19 elevou o golfe a um novo patamar de novos praticantes, e nos últimos sessenta dias se acentuou os torneios internos nos clubes em todos os países, e no golfe brasileiro temos uma volta a rotina dos torneios abertos dos clubes tão desejado pelos amadores que gostam de uma competição e a volta dos torneios da ABGS (Associação Brasileira de Golfe Senior). E se não fosse ainda as restrições de alguns países, com relação aos turistas brasileiros e suas vacinas, estaríamos invadindo pelos menos os campos de golfe da Florida, da República Dominicana, da Argentina e de Portugal, principalmente.  E como um brasileiro amigo meu que está morando na Espanha comentou esta semana, que nós precisamos conhecer os cinco campos da Croácia, pelos preços que são os mais baratos da Europa e para quem gosta de praia e barco, ainda tem um plus da bela costa croata em frente ao Mar Adriático. Confesso aos leitores que irei conferir assim que for que possível. Mas como nem tudo é alegria, nos últimos dias tivemos a notícia da morte daquela que era considerada a grande esperança do golfe feminino inglês futuro, a jovem campeã de apenas 13 anos Elexis Brown. E como comentou seu técnico “o golfe perdeu uma das estrelas mais brilhantes”. 

Golfe na Olimpíadas de Tóquio.

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Muitos leitores e apaixonados pelo golfe como eu, ficaram frustrados por não poderem acompanhar os jogos de golfe, como aconteceu nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. Mas muita gente acompanhou via internet e ou celular através dos aplicativos do PGA, a vitória dos americanos tanto no masculino como no feminino. Estas duas medalhas de ouro foram suficientes para ajudar os Estados Unidos superar a China no quadro de medalhas. No feminino a bela Nelly Korda, levou o ouro para os Estados Unidos, circundadas pela japonesa Mone Imami que levou prata e a Lydia Ko que levou a bronze para a Nova Zelândia. No masculino a medalha de ouro ficou com o americano Xander Schaufelle, que quase sempre fica entre os possíveis ganhadores de todos os torneios. Mas o segundo e o terceiro, foi uma grata surpresa, pois nem Rory Sabbatini, um sul africano que jogou pela Eslováquia e o CT Pan que defendeu Taipé, não eram nem de longe cotados para ficarem entre os primeiros. 

PGA Tour

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Estamos neste mês de agosto em pleno FedExCup Playoffs, e o torneio do Wyndham Championship, jogado no campo do Sedgefield Country Club, na Carolina do Norte,  que terminou no último dia 15 do mês, não podia ter tido um resultado tão extraordinário, vencido pelo americano Kevin Kisner, depois de um fato raríssimo que foi o playoff com seis jogadores que terminaram os 72 buracos, com 15 tacadas abaixo ao par. Foram eles o americano Kelvin Na, o sul africano Braden Grace, o sul coreano Si Woo Kin e o australiano Adam Scott. E para quem gosta de um pouco de história, as duas últimas vezes que seis jogadores foram playoff foi em 1996 e em 2001, ambas no incrível campo do Riviera Country Club, na Califórnia, vencidos pelo americano Byron Nelson e o australiano Robert Alleby respectivamente. A bem da verdade, o empate dos seis jogadores em 1996, ocorreu depois das duas primeiras voltas, pois o torneio foi suspenso por causa das fortes chuvas. Dizem os golfistas matemáticos, que é muito menor a probabilidade de 6 jogadores irem para playoff no último dia.  

Atendendo ao leitor

O leitor e golfista Paulo Roberto, me perguntou qual foi o campo mais difícil que eu joguei. Eu para realmente ser sincero, tenho que responder que não sei exatamente qual o mais difícil, mas o que eu mais apanhei do campo foi no inesquecível, The Castle Course, um dos seis campos do complexo Saint Andrews, na Escócia.  Literalmente apanhei do campo, muitos “blind holes” (buracos onde você mal vê as raias e os greens), onde você obrigatoriamente tem que obedecer ao caddie, pois quase nenhum buraco você conseguiria jogar sem ajuda deles. E os greens de todos os tamanhos pareciam feitos de granito e não de grama. Mas eu queria dizer ao Paulo Roberto, que foi a viagem mais fantástica de golfe que eu fiz com 18 amigos do São Fernando Golfe Clube, no final de maio de 2015, alguns dias antes de começar o The Open no Saint Andrews Old Course. E para minha sorte pude conversar e tirar uma foto (anexa) com um dos monstros do golfe no século vinte, cinco vezes ganhador do The Open, o americano Tom Watson. O golfe sempre vale a pena, até nos momentos mais complicados do jogo.

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