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Dicas para manter a alimentação saudável nas festas infantis

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Quando partimos do princípio de que nossa alimentação é uma verdade e não um martírio, conseguimos mantê-la independentemente do lugar em que estamos. Claro, em alguns lugares é preciso nos organizarmos de alguma forma, mas em outros, basta sabermos escolher o que comer. E assim deve ser também com as crianças. Por isso, hoje trago dicas para manter a alimentação saudável nas festas infantis.

Primeiramente, é importante entendermos que a alimentação da criança deve acompanhar seu desenvolvimento e que nem tudo o que é servido em uma festa é adequado para todas as idades. E não é porque estamos em uma festa que os cuidados precisam ser deixados de lado!

Aqui vão algumas dicas:

  1. Leve seu filho já alimentado, principalmente se ele for pequeno. Isso te ajuda a não ficar doida correndo atrás da criança enquanto ela quer mais é brincar. Além disso, uma criança que não chega à festa com muita fome consegue aproveitar melhor o momento e fazer suas escolhas com mais tranquilidade.
  2. Para bebês de 6 meses a 1 ano, levem sempre uma marmitinha do que eles estão acostumados a comer em casa. Nessa fase, não há necessidade de adaptar a alimentação do bebê ao cardápio da festa. Leve alimentos que ele já conhece, respeitando a consistência adequada para a fase e, principalmente, cuide da conservação e da temperatura dos alimentos.
  3. Observem o cardápio e procurem priorizar, quando houver opção, preparações feitas com alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, milho, legumes, carnes e frango. Não precisamos transformar a festa em uma caça ao alimento “perfeito” ou ao “menos pior”.
  4. O hábito alimentar deve vir de casa, então não adianta surtar na festa! Também não é necessário transformar a ocasião em um momento de proibição ou vigilância constante. A alimentação saudável é construída no dia a dia, e uma festa faz parte da vida social da criança. Mantenha sua linha de raciocínio dentro e fora de casa, sem transformar determinados alimentos em “proibidos” ou fazer a criança se sentir culpada por comê-los.
  5. Quando houver opções, prefira preparações mais simples e feitas com alimentos in natura ou minimamente processados. Em vez de escolher automaticamente pelo fato de ser assado, observe os ingredientes e as preparações disponíveis. Uma preparação assada não é necessariamente mais saudável só por não ser frita.
  6. Atenção aos alimentos que oferecem risco de engasgo. Para crianças pequenas, alguns alimentos comuns em festas, como pipoca, não são indicados. A pipoca, especificamente, deve ser evitada antes dos 2 anos pelo risco de engasgo e sufocação. E, independentemente da idade, a criança deve estar sentada e acompanhada enquanto come.
  7. Muitos buffets sempre servem milho cozido e, quando estiver disponível e preparado de forma adequada para a idade da criança, pode ser uma boa opção. Mas lembre-se: não precisamos transformar cada escolha da festa em uma comparação entre “bom” e “ruim”. O conjunto da alimentação da criança ao longo dos dias é muito mais importante.
  8. Para beber, a água é sempre a melhor escolha. Se a criança aceitar, ofereça água ao longo da festa. Não é necessário substituir a água por suco, e o refrigerante e outras bebidas açucaradas não devem fazer parte da rotina alimentar infantil. Para menores de 2 anos, bebidas açucaradas devem ser evitadas.
  9. Evite oferecer embutidos, como peito de peru, presunto, salsicha e calabresa, especialmente para os pequenos. Quando houver opção, prefira preparações com carnes, frango, legumes ou outros alimentos in natura ou minimamente processados.

E lembre-se: observe também os sinais de fome e saciedade da criança. Não é preciso obrigá-la a comer porque “já está no prato”, nem oferecer comida para que ela pare de brincar. A criança pode comer, brincar, conversar e aproveitar a festa respeitando seus próprios sinais.

Não aterrorize a criança. Como disse, o hábito vem de casa. Explique, ensine e dê autonomia de acordo com a idade. Não é necessário dizer que determinado alimento é “ruim” ou que a criança “não pode” comer. E também não force a experimentar a coxinha ou o doce que está lindo na mesa. Deixe que, aos poucos, a criança vá descobrindo tudo que é opção que existe na face da terra!

Respire, cante parabéns e divirta-se! A festa também é um momento de convivência, prazer e experiências. Alimentação saudável não significa comer perfeitamente em todos os lugares, mas construir bons hábitos no dia a dia.

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