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BOMA selou encontro entre o cinema e a cultura eletrônica na América Latina

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A 28ª edição do Festival do Rio marcou um encontro inédito entre o cinema e a música eletrônica. Para celebrar a programação de onze dias dedicados à sétima arte, a BOMA (Born Of Music Addiction), marca brasileira que há oito anos movimenta a cena eletrônica nacional, firmou sua primeira parceria com o evento audiovisual e assumiu a realização da festa de encerramento do Festival.

A Closing Party aconteceu no dia 9 de outubro, no Edifício Touring, patrimônio tombado localizado na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. O evento reuniu duas expressões culturais que, em seus respectivos segmentos, contribuíram para ampliar a presença da criatividade brasileira no cenário internacional. A programação contou com nomes como Elderbrook (DJ Set), Amémé, Jackson, OSGEMEOS, Halfcab, Lysia e Escola de Mistérios.

Reconhecido como um dos principais eventos cinematográficos da América Latina, o Festival do Rio acumulou, desde sua criação em 1999, mais de 7 mil longas-metragens exibidos. Em 2026, sua 28ª edição, realizada entre os dias 1º e 11 de outubro, reuniu 101 filmes brasileiros e centenas de produções internacionais, incluindo obras que se destacaram em festivais como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto.

Do outro lado dessa parceria esteve a BOMA, plataforma criada em São Paulo, em 2018, que expandiu sua atuação para importantes polos culturais do Brasil. Ao longo de sua trajetória, a marca ultrapassou o conceito tradicional de festa de música eletrônica, consolidando-se como uma plataforma de experiências que conecta música, arte e diferentes expressões criativas.

A parceria representou mais um capítulo na aproximação entre diferentes linguagens artísticas, reforçando o potencial da cultura brasileira de reunir públicos, experiências e manifestações em um mesmo espaço.

Brasil se despediu de Juarez Machado, mestre da arte brasileira

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O artista plástico Juarez Machado faleceu no dia 6 de outubro de 2026, aos 85 anos, deixando um importante legado para a arte brasileira. Internado com pneumonia em Vassouras, no Rio de Janeiro, o artista sofreu uma parada cardíaca. Juarez deixou três filhos.

Nascido em Joinville, Santa Catarina, destacou-se como pintor, escultor, desenhista, caricaturista, cenógrafo e escritor. Nos anos 1970, conquistou o público como o inesquecível mímico do Fantástico, da TV Globo, interagindo silenciosamente com seus próprios desenhos. Também integrou a equipe de criação do programa, em 1973.

Amigo de Ziraldo, Jaguar e Millôr Fernandes, colaborou com publicações como O Pasquim e Jornal do Brasil. Em 1986, mudou-se para Paris, onde conquistou reconhecimento internacional. Sua obra também chegou ao cinema: dois de seus quadros aparecem no filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), de Jean-Pierre Jeunet.

Em sua cidade natal, fundou o Instituto Internacional Juarez Machado, dedicado à preservação de seu legado e à promoção das artes. Em homenagem ao artista, a Prefeitura de Joinville decretou luto oficial de três dias. Sua partida marcou a cultura brasileira, mas sua trajetória e suas obras permanecem como testemunhos de uma vida dedicada à arte e à criatividade.