Ônibus da EMTU terão reajuste de 4,24% em janeiro na Grande SP

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As tarifas dos ônibus metropolitanos que atendem a Região Metropolitana de São Paulo terão reajuste a partir de janeiro. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), ligada ao governo estadual, autorizou no dia 30 de dezembro o aumento médio de 4,24% nas linhas operadas pela antiga EMTU, com novos valores válidos a partir de 6 de janeiro.

O reajuste impacta diretamente os ônibus que ligam a capital paulista a municípios da Grande São Paulo, como Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira, Itapevi e Cotia. Em alguns trajetos, o aumento já pesa no bolso do passageiro. Na linha 297, entre São Paulo e Caucaia do Alto (Cotia), a tarifa sobe de R$ 9,20 para R$ 9,65. Já na linha 422, com destino a Itapevi, o valor passa a ser de R$ 8,90.

Segundo a Resolução nº 21 da Artesp, publicada no Diário Oficial do Estado, os novos preços variam conforme o tipo de linha e a distância percorrida. As linhas comuns terão tarifas entre R$ 4,15 e R$ 12; as seletivas, de R$ 9 a R$ 30,65; e as linhas especiais, como as que ligam Osasco e Cotia à capital, vão custar entre R$ 7,70 e R$ 8,75.

Além do reajuste metropolitano, os municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioeste) — Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi — terão aumento de 5,2% nas tarifas municipais a partir de 5 de janeiro. Em Osasco, por exemplo, a passagem em dinheiro passa de R$ 5,80 para R$ 6,10.

Campinas também anunciou reajuste no transporte público. A partir de 1º de janeiro, a tarifa do Bilhete Único Comum passa a custar R$ 6, enquanto o Vale-Transporte sobe para R$ 6,50, com recomposição de 4,24%, segundo a prefeitura.

Apesar da justificativa oficial de recomposição dos custos operacionais para garantir a qualidade e a regularidade do serviço, usuários reclamam das condições do transporte. Entre as principais queixas estão superlotação, longos intervalos entre os ônibus, frota envelhecida e falta de conforto. Dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação indicam que grande parte dos ônibus metropolitanos ainda não possui ar-condicionado, muitos têm mais de 10 anos de uso e menos de 3% da frota utiliza energia limpa.

Enquanto isso, especialistas e passageiros apontam que o aumento das tarifas não resolve os problemas estruturais do sistema, que opera com contratos emergenciais desde 2016, sem uma nova licitação definitiva para o transporte metropolitano.