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Acho que vamos ter um ano bem movimentado no mundo do golfe, começando, por ter mudanças nas regras, especialmente focadas na modernização e na padronização de procedimentos em competições inclusive entre profissionais, como exemplo a flexibilização na substituição de taco danificado, exceção feita quando a danificação foi causada por ataque de raiva, as distâncias de alívios deverão ser padronizadas em um cartão de escore e não mais um taco, deverão apertar as regras do ritmo de jogo até entre os profissionais etc. Tanto a R & A e a USGA, que já há algum tempo tem procedimentos uniformes, estão constantemente preocupadas em fazer atualizações periódicas, para dar dinâmica ao jogo.
Outro ponto interessante que chama atenção nos últimos dias, foi a criação pela direção do PGA Tour, do Returning Member Program, que foi criado a partir de uma consulta do profissional americano Brooks Koepka, que como outros jogadores saíram para o Tour do Liv Golf, que permitirá a volta deles com regras aplaudidas pelos profissionais do PGA, em especial pelo Tiger Woods que participou do processo de decisão. Só poderão voltar por hora, aqueles que cumprirem alguns requisitos básicos como serem ex-campeões de majors e doarem US $5 milhões de dólares para uma entidade filantrópica, e mais algumas outras sanções importantes. Para atuarem neste ano ainda no PGA Tour, os jogadores que se encaixarem nos requisitos acima, terão até o dia 02 de fevereiro próximo para requerem, como fez o Koepka que aceitou todas as exigências.
Para mim tem mais três claramente elegíveis, que são os americanos Bryson DE Chambeau e Dustin Johnson e ainda o espanhol John Rham. que seriam até bem-vindos pelo menos pelos melhores jogadores, que certamente adoram jogar contra os melhores. Como comentou também o Tiger, o princípio esportivo do PGA Tour, de sempre foi e é pela meritocracia esportiva, e nada como ter nos grandes torneios em disputa os melhores jogadores do mundo. Outra novidade que vamos encontrar já em janeiro é a mudança de tacos do segundo jogador do mundo Rory McIlroy, que pela primeira vez em toda a sua brilhante carreira, vai mudar os ferros.

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Do lado brasileiro, vamos ter o jovem profissional Fred Biondi, que conseguiu o cartão para jogar a temporada regular do DP World Tour e ainda, do lado feminino a jovem brasileira Lauren Grinberg, conseguiu assegurar o direito de entrar no status de membro do LETAS (Ladies European Tour Access), a divisão de acesso ao golfe profissional do European Tour, e partir de abril 2026 ela estará disputando os torneios com o objetivo de ficar entre as 7 primeiras da Ordem do Mérito do acesso, que permitirá a promoção automática ao Ladies European Tour (LET) de 2027. Tudo indica que teremos um ano cheio de novidades.
Golfe Amador Infanto Juvenil
Resolvi abordar esta temática, um assunto meio recorrente no mundo do golfe e que no Brasil precisa de muito mais atenção, apesar das evoluções dos últimos anos. Debati este assunto nos últimos 60 dias, com diversos golfistas, uns com posições muito claras a favor e outros que acham que o golfe infanto juvenil não devia ser tão prioritário, pois a escassez de campos entre nós, dificulta a prática nos fins de semanas. Nas minhas 6 décadas no golfe, sou veemente a favor de um apoio geral ao golfe infanto/juvenil, seja simplesmente para colocar novos golfistas nos clubes, como preparar de forma definitiva novos atletas de alto desempenho. Saber que a nova diretoria da FPG, para o triênio 2026/2028, recém-eleita colocou no seu programa o golfe infanto juvenil, como uma das maiores prioridades da nova gestão, é uma satisfação muito grande, pois representa continuidade tão necessária. Como saber que muitos clubes estão adotando escolinhas e até academias destinadas aos nossos pequenos jogadores, tão relegados ao segundo plano em muitos clubes de golfe no Brasil. Por isto ver e acompanhar muitas iniciativas é um júbilo é um alívio para quem está há muitas décadas no golfe.
Quando clubes tradicionais e mais fechados como o São Paulo Golfe Clube e o São Fernando Golfe Clube, o primeiro cujo campo das crianças tem mais que duas décadas, incentiva cada vez mais a iniciação das crianças e o segundo coloca seus professores até para ensinar e entreter crianças de não associados, e ainda, só para citar mais um exemplo, para este artigo não ficar longo demais, o do Lago Azul Golfe Clube, de Araçoiaba da Serra, que criou uma academia de golfe infanto juvenil, e contratou para comandar duas professoras, a Clara e a Marta, que adquiriram enorme experiência quando em anos recentes atuaram no golfe infanto/juvenil em clubes e na Federação Portuguesa de Golfe, passamos a ter mais esperança no golfe brasileiro.
Que nos muitos clubes brasileiros e em suas federações, que tem em 2026 eleições de novas diretorias, tenham em seus candidatos a presidente, pessoas não só comprometidas com o golfe adulto, mas que olhem e se dediquem ao golfe infanto/juvenil.
Viva o Golfe