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Desde dezembro de 2.000, procuro no último artigo do ano para a Revista Viva, dar os destaques do golfe no ano que se encerra, desejar a todos um Feliz Natal e um excelente Ano Novo, passagem do ano gregoriano, que sempre traz a todos nós a renovação de esperanças, sonhos e promessas. E fazer algumas reflexões. O ano de 2025 no mundo do golfe foi extremamente interessante, porque foi um ano de mais uma Ryder Cup, este torneio que reúne os melhores jogadores dos Estados Unidos contra os melhores Europeus, que a todos encanta pelo mundo inteiro, pela intensa disputa em jogos de duplas nos dois primeiros dias e o sempre eletrizante último dia com 12 partidas de simples.
E esta 45ª edição da Ryder Cup, foi novamente em solo americano, no difícil campo do Black Course de Bethpage State Park, em Farmingdale, Nova York. E mais uma vez deu Europa, que tinha ganho em 2023 em solo Europeu em Roma, Itália, e venceu graças um desempenho muito acima do esperado nos dois dias das duplas, tanto na modalidade best ball (melhor bola da dupla), como no foursomes (tacadas alternadas). E como era esperado os americanos novamente deram um show no match play, com 8 pontos em 12 possíveis, mas foram insuficientes para reverter a grande diferença que a Europa teve nos dois primeiros dias, com 10,5 pontos em 16 possíveis. E mais uma vez na grande festa dos europeus, foi entoada a música da vitória, com o seu já famoso refrão “Europeans are on fire and the Americans are terrified”.
O destaque negativo, por todos rechaçados no mundo do golfe, foi o comportamento de um grupo de torcedores americanos fanáticos, que durante os três dias de competição de uma forma nada elegante, tentou o tempo todo atrapalhar e em alguns momentos foram até ofensivos, o maior jogador europeu o Rory McIlroy, um comportamento que fere os princípios básicos do golfe. O ano também demonstrou que os dois melhores jogadores do mundo na atualidade, que hoje são primeiro e segundo no ranking mundial, o americano Scottie Scheffler e o norte irlandês Rory McIlroy, dominaram os principais torneios.

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E no caso do Rory, este ano foi especial pois ganhou em março o The Players, considerado o 5º major, em abril ganhou o Masters, único torneio que faltava para completar o “Grand Slam”, se tornando o sexto jogador da história do golfe a conseguir, e também ganhou pela sétima vez a Race to Dubai, que é a similar à americana da FedEx Cup, do lado europeu do DP World Tour, ficando a uma vitória de se equiparar às 8 vezes do campeão Escocês Colin Montgomerie (Monty como é conhecido no tour).
Já o Scottie Scheffler ganhou também dois torneios icônicos, o PGA Championship e The Open Championship, ficando somente ele ganhando US Open para completar o Grand Slam. Outro destaque deste ano que está se findando, foi a primeira vitória do inglês Tommy Fleetwood depois de estar presente em 169 torneios. E as duas vitórias do austríaco Sepp Straka, único a se aproximar do Rory e do Scheffler, pois todos os demais torneios foram vencidos por jogadores diferentes. A nova temporada do PGA Tour, que começou em outubro último, parece estar seguindo o que aconteceu durante o ano, isto é, um vencedor diferente em cada torneio. E uma boa surpresa foi a volta a vitória do excelente jogador americano, com um jejum de quase dois anos, Xander Schaufelle, que venceu nos dias 9 a 12 de outubro o Baycurrent Classic no Japão.
Vamos acompanhar se a tendência será a mesma nos próximos meses, ou se as feras como o Scheffler e o Rory, vão continuar a dar as cartas no PGA Tour. E vamos ficar na torcida pelo brasileiro Fred Biondi, que conseguiu o cartão para jogar toda a temporada do DP World (antigo European Tour), se tornando o terceiro brasileiro a conseguir esta façanha.
Com relação ao golfe feminino, o grande destaque do ano foi a tailandesa Jeeno Thitikul, de 22 anos, que ganhou por dois anos seguidos, o CME Group Tour Championship, torneio equivalente ao FedEx Cup do lado masculino, levando de novo US$4 milhões de dólares para casa. E o feito de Jeeno Thitikul foi maior ainda pois ganhou o troféu Rolex Player of the Year e ainda, Vare Trophy do ano. Este último prémio refere-se a jogadora que teve a melhor média anual dos torneios jogados, com 68,877. E para que possamos ver como é apertado, a segunda colocada no ano foi Nelly Korda com média de 69,671 e a terceira Minjee Lee com 69,671 de média para 18 buracos. Se não bastasse tudo isto, Thitikul quebrou o recorde em premiação que pertencia a grande jogadora mexicana Lorena Ochoa, ganhando mais de US$6 milhões no ano.
Chamo a atenção dos apaixonados por um bom golfe, a acompanhar o LPGA Tour por toda a temporada, pois as jogadoras de ponta têm um nível excepcional de jogo curto e de média de putters.
Golfe pode ser sua melhor terapia
Nas reflexões deste final de ano, gostaria de realçar uma entrevista de um psicólogo renomado, que diz que se você tem amigos, se reúne semanalmente com eles, à beira de um bar para papear, tomar uns drinks e falar da vida, você jamais precisará de um psiquiatra. Eu tenho que concordar com ele pois o golfe é o meu melhor pilar terapêutico, seja porque o buraco 19 (o bar), é um elo extraordinário entre o jogo e os amigos, como também as 4 a 5 horas que fico jogando, sem atender telefone celular e curtindo a natureza ao redor.
Viva o golfe