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Com a chegada do verão e o avanço do mês de janeiro, período marcado por chuvas intensas e aumento da umidade, cresce a preocupação das autoridades de saúde com a maior presença de animais peçonhentos em áreas urbanas. Em Barueri, as condições climáticas favorecem a proliferação e o deslocamento desses animais, elevando o risco de acidentes com a população, segundo o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses, ligado à Coordenadoria de Vigilância em Saúde.
Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno e estruturas específicas para inoculá-lo, como dentes ocos, ferrões ou aguilhões. No município, os registros mais frequentes envolvem serpentes, aranhas e escorpiões.
Entre as cobras, a jararaca é considerada a mais perigosa, podendo levar a óbito caso a vítima não receba atendimento médico imediato. No grupo das aranhas, a aranha-armadeira se destaca por ser uma das mais agressivas e venenosas. Já entre os escorpiões, duas espécies são comuns: o escorpião-amarelo, muito presente em áreas urbanas e bueiros, onde há maior concentração de baratas, e o escorpião-marrom, mais associado a regiões de mata, entulho e formações rochosas.
Além desses, outros animais peçonhentos fazem parte do cotidiano da população, como abelhas com ferrão, vespas, marimbondos e lacraias. Especialistas alertam que medidas simples podem reduzir significativamente o número de acidentes.
A limpeza regular de quintais, a manutenção do mato baixo, o descarte correto de entulhos e o uso de calçados fechados são ações fundamentais. Também é importante impedir o acesso desses animais às residências, com o uso de telas em ralos, rodinhos de proteção em portas e evitando o acúmulo de materiais que possam servir de abrigo.
Em caso de picada ou mordida por animal peçonhento, a orientação é agir rapidamente. Os primeiros socorros incluem lavar o local com água e sabão, manter a vítima calma e deitada, retirar anéis, pulseiras ou objetos que possam apertar com o inchaço e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo, como um pronto-socorro ou Unidade Básica de Saúde (UBS).
Sempre que possível e com segurança, recomenda-se fotografar o animal para auxiliar na identificação da espécie e na escolha do soro adequado. Algumas práticas, no entanto, devem ser evitadas, pois podem agravar o quadro, como fazer torniquete ou garrote, cortar ou perfurar o local da picada, tentar sugar o veneno ou aplicar substâncias caseiras.
O tratamento eficaz é realizado exclusivamente com soro específico, distribuído gratuitamente pelo Ministério da Saúde e administrado apenas em ambiente hospitalar. A Vigilância em Saúde reforça que a prevenção ainda é a melhor estratégia para garantir um ambiente mais seguro e saudável durante todo o ano.