Vida sexual e câncer, uma convivência possível

Compartilhe com seu parceiro como está se sentindo. A intimidade não é apenas física, envolve sentimentos, portanto, vá aos poucos.

Ilustrativa

Mais um Outubro Rosa está chegando para nos lembrar como é importante a prevenção do câncer de mama. Essa doença que atinge mulheres, principalmente a partir dos 40 anos, pode e deve ser prevenida por meio do autoexame das mamas e mamografia. O diagnóstico precoce é o fator mais importante para a cura.

Mas, o tema que quero abordar é sobre como lidar com a vida sexual e o câncer. Durante e após o tratamento de câncer, haverá mudanças de curta e de longa duração, em consequência das drogas, cirurgias, quimioterapia, radioterapia, como também da ansiedade e depressão.

Uma das preocupações mais recorrentes é de não conseguir fazer sexo como antes. As maiores queixas estão relacionadas ao ressecamento vaginal, dor na penetração e falta de sensibilidade na região genital. No entanto, a medicina dispõe atualmente de um arsenal para corrigir esses problemas. Consulte o seu médico.

Outro aspecto a considerar está no impacto nos relacionamentos. Uma mulher nesse processo pode e deve viver o luto das suas perdas. Mas saiba que a sexualidade pode amenizar esses sintomas a seu favor, e tudo começa pelo pensamento… Tente manter a mente aberta sobre as formas de sentir prazer, não descuide da sua aparência, invista muito em detalhes que podem lhe trazer de novo o ânimo.

Comunicação é a chave de tudo!
Em um momento como este, a parte mais importante para manter um relacionamento sexual saudável é uma boa comunicação. Muitas pessoas reagem ao câncer se afastando. Acham que seu parceiro vai se sentir sobrecarregado se compartilhar seus medos ou tristezas. Mas, ao tentar proteger um ao outro, os dois sofrem em silêncio. Conversem e dividam as angústias. Fuja das acusações tais como: “você não me toca mais” ou ” precisamos transar”. Declare seus sentimentos de forma positiva, como: “eu sinto falta de nossa vida sexual”, ou “vamos falar sobre o que está atrapalhando nossa intimidade?”.

Compartilhe com seu parceiro como está se sentindo. Avise quando quiser apenas carinho, mas lembre-se que vocês podem estar querendo fazer sexo e ele talvez esteja retraído com medo de machucá-la. A intimidade não é apenas física, envolve sentimentos, portanto, vá aos poucos.

E, se mesmo depois de tomar todos estes cuidados, você ainda se sentir frágil, procure um profissional e faça terapia. Um terapeuta sexual pode ajudar a curar seus sentimentos. Eu acredito que toda mulher tem o direito de ser feliz, usando a sexualidade a seu favor, para uma vida mais colorida e muito mais rosa.”

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