Um drinque, várias histórias

"Numa tarde de sábado saiam 300 a 400 ‘caju amigos’; havia clientes que chegavam a tomar até oito drinques como esse''

Poucos drinques são tão associados a um bar quanto o caju amigo do Pandoro, famoso bar localizado nos Jardins em São Paulo. Culpa e mérito de seu criador, o barman Guilhermino Ribeiro dos Santos. Mas existe outra pessoa que teve o privilégio de aprender a receita original (e até mesmo o segredinho especial): o empresário e proprietário da Finotti Imóveis, João Finotti. Foi ali, no bar Pandoro, que Finotti começou sua carreira como gerente e se descobriu como comerciante.

Como tudo começou
O ano era 1980 e, com apenas 20 anos de idade, João gerenciava 50 funcionários e atendia personalidades como Hebe Camargo, Paulo Maluf, Francisco Cuoco e muitos empresários da alta sociedade paulistana.

“Era comum os ‘habitués’ do Pandoro adotarem uma sequência nas noites de sábado: chegavam ao Pandoro perto das 21h, depois iam comer pizza na Crystal, e, de lá, terminavam a noite na Hippopotamus (casa noturna). Em uma tarde de sábado, saiam 300 a 400 ‘caju amigos’; havia clientes que chegavam a tomar até oito drinques como esse”, lembra.

Foi ali também que, além de aprender o drinque, Finotti descobria sua veia de vendedor. “Começaram a me perguntar se eu sabia de alguém que queria comprar o carro tal, que estavam vendendo, e aí comecei a fazer a ponte nas negociações”. Depois de dois anos como gerente, Finotti decidiu abrir uma loja de carros na Av. Pres. Juscelino Kubitchek. “Cheguei a colocar 15 carros consignados dos amigos/clientes que fiz no Pandoro”, explica.

Mudança para Alphaville
Em 1992, já casado desde 1985 com Maria Celeste, Finotti decidiu atuar no ramo imobiliário. “Vesti um terno e procurei a imobiliária mais famosa do bairro e, com cara de bravo, disse – por favor, quero falar com o gerente da empresa. Quando ele veio até mim, olhei para ele e disse – eu vim trabalhar na melhor imobiliária de Alphaville! Pronto! Fui contratado (risos)”. Logo Finotti passou a gerenciar imobiliárias.

O grande salto na carreira de Finotti foi em 2002, quando comercializou uma grande área na Alameda Araguaia para a Masa Empreendimentos Imobiliários. “Quando a Masa lançou o Centro Empresarial Alphaville I (CEA I) eu coordenei as vendas de 80 imobiliárias parceiras e 400 corretores. Disse ao proprietário da Masa: me dê cinco lajes a preço de custo e vou vender para investidores de Alphaville. A notícia vai espalhar e quem não vai querer comprar? Em 15 dias, vendemos 280 salas. O Marcelo Takaoka veio me perguntar o que eu tinha feito para conseguir vender tão rápido”, conta.

Em 2011, fundou a Finotti Imóveis, que negocia salas comerciais, lajes corporativas, imóveis residenciais e ainda faz a administração de imóveis. “Só fiz amigos e alcancei essas conquistas graças ao bondoso Deus; ralei muito, mas fui muito abençoado”, encerra.

Mas, Finotti, e a receita do caju amigo?
“Aí vai para você”:

‘Me vê” um caju, amigo
Ingredientes:
1 unidade de caju em calda (encontrado em empórios)
1 colher (chá) de açúcar
1 dose de suco de caju concentrado
1 dose e meia de vodca
gelo graúdo e gelo picado
Meio limão espremido (segredinho)

Modo de preparo:
Coloque na ordem, em um copo longo: gelo grande embaixo, o caju em calda, açúcar, suco de caju concentrado, vodca, gelo e o sumo do limão. Finalize com gelo picado em cima.

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