O golfe em tempos de pandemia

foto: Divulgação

Com 90 dias de pandemia na maioria dos países, a quarentena praticada em quase todos os lugares já tem provocado mudanças de comportamento de todas as ordens. E muito tem se falado, em todas as mídias, que o confinamento provocou, em curto espaço de tempo, reações e adaptações, seja no ambiente de trabalho, obrigando as empresas e seus colabores a trabalharem em home office, exercendo suas atividades, na maior parte do tempo, por meio de contatos por vídeos ou áudios, seja também com as famílias concentradas em suas residências, que estão tendo um novo “modus vivendi”. No período inicial, como sempre acontece com as novidades,a convivência diária das famílias intramuros foi a melhor possível. Pais e mães executivos, profissionais liberais, como exemplo maior os arquitetos e advogados, passaram a trabalhar rotineiramente de suas casas sem maiores problemas, enquanto seus filhos que estudam em boas escolas, passaram a ter aulas diárias por vídeo.

Adaptaram a falta das academias, dos estúdios de pilates ou outras práticas esportivas, com seções “in doors” dos exercícios que gostam muito de fazer. Também adaptaram, em um primeiro momento, as idas aos shoppings, restaurantes, cinemas, teatros, ao uso mais intenso da tecnologia dos aplicativos. Mesmo com todo este convívio diário, a sobra de tempo é uma novidade que surge como nunca aconteceu nestes últimos 50 anos, especialmente na relação de pais e filhos, que, confinados em um espaço nem sempre muito grande, acabam gerando situações de stress, ansiedade e outras frustrações. Por isso, um número relativamente alto de pessoas com melhor poder aquisitivo está buscando fugir dos grandes centros em busca de condomínios com boa infraestrutura, pois os resorts continuam sendo proibidos de reabrir até aqui, para poderem conviver ao ar livre com seus filhos.

Aqui surge o golfe, um esporte que sempre vai representar a possibilidade, ou motivo, de prazer, reflexão, de exercício, por suas longas caminhadas, e que permite a prática a todos os componentes da família. Obviamente, o golfe não está sendo praticado nos campos incrustados nas maiores cidades, mas, nos condomínios e clubes do interior, continua sendo praticado de uma forma bem salutar, com inúmeras e positivas adequações que este tempo de pandemia exige, até mesmo de atividades ao ar livre.

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Nos dois primeiros meses da quarentena, esses campos foram mais restritivos, admitindo somente seus sócios usuários, mas agora começam aceitar a participações de amigos e conhecidos de seus sócios, desde que de forma restritiva ainda. Este processo fica latente, especialmente nos condomínios com campo de golfe que distam da cidade de São Paulo no máximo de duas horas por boas rodovias. Onde parentes e amigos, desesperados por saírem de seus apartamentos, fazem visitas constantes ou, em muitos casos, até alugam casas vizinhas. Também os golfistas dos clubes principais próximos à capital, que estão, por determinação das autoridades locais, proibidos da prática do golfe, vêm buscando condomínios com os clubes do interior. Começa a ficar, a cada dia, mais acentuada a curva do desejo por qualidade de vida, ao ponto de um presidente de uma grande companhia comentar que, hoje, graças ao distanciamento social obrigatório, está morando em um condomínio com golfe; e que, nos 13 últimos 20 anos, vinha praticando quase todos os fins de semana esse esporte em um dos melhores clubes do país com seus amigos, está jogando agora algumas vezes por semana com seu filho e sua mulher, coisa que nunca fazia. Ele também soltou uma frase lapidar “estou neste tempo de pandemia aprendendo muito com meus filhos e namorando mais minha mulher”. Precisa ficar muito claro para as autoridades que o golfe pode ser um dos primeiros esportes a serem totalmente liberados, pois, tirando os encontros nas sedes dos clubes, que, com certeza, podem preservar certo distanciamento social, no jogo em si isto já acontece. O golfe é um esporte que faz bem ao corpo, permite o contato com a natureza, apesar de exigir disciplina e uma etiqueta mais rígida, faz bem para a alma, uma vez que um único bom tiro (jogada) pode trazer enorme júbilo ao praticante. Na busca por qualidade de vida, na quarentena ou após ela, o golfe é uma das melhore opções. EXPERIMENTE! Viva o golfe!

Assista ao vídeo como a Federação Paulista de Golfe está enfrentado a Pandemia

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