O agronegócio, o grande negócio brasileiro

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O Matopiba é uma região formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, onde ocorreu forte expansão agrícola a partir da segunda metade dos anos 1980, especialmente no cultivo de grãos. O nome é um acrônimo formado pelas siglas dos quatro estados (MA + TO + PI + BA).  

Inicialmente, a região foi povoada por pequenos agricultores e grandes pecuaristas, mas o padrão de uso da terra mudou rapidamente na última década. A maioria do cultivo recente de terras em MATOPIBA ocorreu através de operações altamente mecanizadas e eficientes – em forte contraste com o histórico de outras fronteiras agrícolas brasileiras. Nos últimos dez anos, o MATOPIBA passou a responder por quase 10% da produção de grãos do país, e os seus três produtos principais – soja, milho e algodão – no mínimo dobraram sua produção nesse período. Além disso, as áreas de pastagem em MATOPIBA têm diminuído continuamente desde 1980, em termos absolutos e em participação relativa da área rural.

Com base nos dados do IBGE (Censo 2010) a população total do MATOPIBA era de 5.901 789, dos quais 3.854.561 viviam em áreas urbanas (65,31%) e 2.047.228 na área rural (34,69%). Em seis microrregiões homogêneas, a população rural ainda é maior que a população urbana em termos relativos (50% ou mais). O Produto Interno Bruto da região do MATOPIBA foi estimado, com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 53.406.473.507,00 reais, o que define um PIB per capita de 9.049,00 reais.

A porção baiana da região é a segunda maior produtora brasileira da fibra. Somando toda a área de expansão, a safra local de soja e milho foi de quase 15 milhões de toneladas em 2018, o equivalente a cerca de 10% da produção nacional, de acordo com dados do IBGE processados pela Embrapa. Mas os imóveis rurais da região também abrem espaço para frutas, raízes e tubérculos, espécies florestais e pecuária. 

Produção Agropecuária

Caracterizado como um dos mais importantes do país, o setor agropecuário tem conseguido, nos últimos anos, segurar a balança comercial brasileira frente às turbulências econômicas externas e internas. Além de sua importância macroeconômica, as atividades agropecuárias são fundamentais como fonte de emprego, renda e subsistência em milhares de pequenos estabelecimentos rurais.

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola, da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getulio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021, estimado com base nas informações de setembro, atingiu R$ 1,103 trilhão. O número representa um crescimento de 10% em relação ao valor de 2020, que foi de R$ 1,0 trilhão. O valor das lavouras cresceu 12%, e a pecuária, 6,1%. Decompondo-se o VBP, verifica-se que as lavouras respondem por 67,7%, e a pecuária por 32,3%. As maiores contribuições para obter esse resultado vieram de soja, milho, cana-de- açúcar, carne bovina e carne de frango. Juntos, sua contribuição foi de 72,4%.Os recordes de valor, obtidos em uma série de 32 anos, foram observados em algodão (R$ 29,8 bilhões), milho (R$ 121,6 bilhões), soja (R$ 360,3 bilhões) e trigo (R$ 12,8 bilhões). Na pecuária, os recordes foram obtidos em carne bovina e carne de frango. Os resultados do VBP deste ano carregam os efeitos de impactos climáticos ocorridos em 2020 e 2021. Falta de chuvas, secas e geadas afetaram produtos relevantes como milho de segunda safra, café, feijão e outros. Entretanto, as boas condições do mercado internacional, e os preços internos favoráveis, têm sido os principais fatores de crescimento do agronegócio em 2021. Quanto aos preços, podem-se destacar fortes elevações neste ano em algodão em caroço (27,4%), café arábica (22,2 %), cana-de-açúcar (10,0 %), milho (27,1%), soja (16,4%) e trigo (5,0%).

Os resultados regionais mostram a liderança do Centro-Oeste no faturamento neste ano, R$362,87 bilhões, Sul R$309,2 bilhões, Sudeste R$250,9 bilhões, Nordeste R$98,3 bilhões e Norte 70,0 bilhões.

Projeções indicam que essa região, nova fronteira agrícola do país, deverá produzir 22,6 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2023/2024 e uma área plantada de grãos entre 8,4 e 10,9 milhões de hectares ao final do período das projeções. Na safra 2013/2014, o MATOPIBA produziu 18,6 milhões de toneladas.

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