Celulares – Perigo à vista

Ilustrativa

Provavelmente você nunca ficou doente por usar o celular, certo? No entanto, um estudo feito por uma aluna da Devry Metrocamp, de Campinas, chama a atenção para a quantidade de fungos e bactérias presentes nos eletrônicos. Muitos deles podem causar problemas como micoses, conjuntivites, intoxicações alimentares e infecções urinária e respiratória. O trabalho identificou a presença de até 23 mil fungos e bactérias em celulares, tablets, capas de proteção dos aparelhos, teclados e mouses. Do total de 74 amostras, 43% apresentaram a bactéria Staphylococcus aureus, que é relacionada a infecções de pele, das vias aéreas superiores – como otites e sinusites — e até mesmo meningite.

Também foram encontrados bolores e coliformes fecais.

A contaminação ocorre pela falta de higienização das mãos, que acaba transferindo os microrganismos aos equipamentos.

Perguntas e Respostas

1-A pesquisa aponta as mãos como principal fonte de contaminação, mas os locais onde deixamos o celular também transferem bactérias?
O que mais contamina os celulares, além das mãos, são a boca (a saliva contém cerca de 2 bilhões de bactérias por gota de saliva), perdigotos (espirros), banheiros, bolso da calça (vestimentas em geral – os bolsos são muito contaminados devido ao contato com as mãos), mesas (por ex. de praças de alimentação de shoppings), bancos dos carros e qualquer local em que deixamos o celular.

2 – Como limpar os aparelhos celulares de forma eficaz contra as bactérias?
Utilize álcool isopropílico (isopropanol), encontrado em lojas de materiais eletrônicos, com um pano levemente umedecido, não encharcado. Na ausência deste, podemos lançar mão de lenços umedecidos para “limpar bumbum de bebês”.

3 – Com qual frequência deve ser feita essa limpeza?
Para as pessoas ligadas a áreas de saúde (médicos, biomédicos, enfermeiros, etc), uma vez ao dia; para as outras pessoas, uma vez por semana.

4 – Quais doenças podem ser adquiridas por aparelhos contaminados?
As mais comuns são: gripe, resfriado, conjuntivite, laringite, candidíase (sapinho), herpes labial, faringite, entre outras. Na África, houve até caso de ebola transmitido pelo celular contaminado.

5- As capinhas protetoras do celular ajudam ou dificultam a existência das bactérias?
Dificultam a higienização e “escondem” mais os germes. A higienização deve ser feita com a retirada das capinhas.

6- Celular no banheiro, seja na hora do banho, ou mesmo durante as necessidades, quais bactérias pode reter e quais os riscos de contaminação?
Bactérias fecais (Escherichia coli), germes causadores de diarréia (Norovirus)

7- Quais são as dicas do Dr. Bactéria para um celular livre de contaminação?
Evite utilizar no banheiro e na hora das refeições. Higienize corretamente e não empreste e não use o aparelho de outras pessoas (não compartilhe).

CRIANÇAS E MICROORGANISMOS
Vamos partir do princípio de que 90% das células de nosso corpo são formadas por microorganismos. Isto pode parecer assustador, mas, ao contrário do que parece, essas bactérias têm ação muito positiva e fundamental para nossa saúde. Na boca e intestinos, impedem o crescimento de germes patogênicos (que poderiam ocasionar doenças), são responsáveis pela digestão de muitos alimentos (como celulose), produzem vitaminas essenciais ao nosso corpo, entre outras funções. Daí encararmos a presença de tais bactérias como positiva.

As crianças não nascem com essas bactérias, nascem com o que chamamos de “careca microbiana”, pois elas são geradas em local totalmente estéril. A contaminação se dá no momento do nascimento. Por isso, o parto normal é considerado melhor que a cesárea, já que a passagem pela região vaginal da mãe contamina positivamente a criança, enquanto que, na cesariana, a contaminação pode se dar via germes oriundos da área hospitalar, o que de modo algum é algo positivo.

Visando à contaminação positiva, as crianças, desde o primeiro dia de vida, devem ter contato com germes do ambiente (terra, vegetais, animais, etc.). Caso isso não ocorra, elas terão deficiência de imunidade e podem estar condenadas a ter problemas respiratórios (asma, por ex.) para o resto da vida.

No entanto, existem quatro hábitos que devem ser evitados:
1. Beijar filhos na boca
Isso pode levar à contaminação do bebê, por germes patogênicos como os causadores de herpes labial, candidíase bucal (sapinho), cárie, gripe, resfriado, gastrite, úlceras estomacais, entre outras. Beijar no rosto e no corpo não acarretará nenhum problema. O mesmo deve ser indicado para visitantes ou parentes. O hábito de lavar as mãos ao chegar a casa deve ser uma rotina, independentemente de quem quer que seja, e da existência ou não de bebês.

2. Assoprar alimentos em colheres ou pratos para resfriar
Mesmos motivos já mencionados no item anterior.

3. Limpar chupeta na boca
Muitas vezes, a mãe acha que a saliva dela pode “limpar” as chupetas que caem no chão. Existe a ideia de que podem existir “bactérias maternas”, o que não ocorre. As bactérias “não sabem” que essa criança é filho dessa pessoa. As chupetas devem ser guardadas e lavadas em água corrente.

4. Dar mel de abelha para crianças abaixo de um ano de idade
No Brasil, cerca de 8 a 10% dos méis de abelha são contaminados com uma bactéria de nome Clostridium botulinum. As crianças abaixo de um ano não possuem carga microbiana nos intestinos que poderiam impedir (por competição), o desenvolvimento dessa bactéria e consequente produção de uma toxina, de nome “toxina botulínica”, que pode levar ao botulismo infantil e à síndrome da morte súbita. Após um ano de idade, as crianças já possuem carga microbiana que impede o crescimento dessa bactéria e consequente produção dessa toxina. Então, o mel pode ser dado sem nenhum problema.

Os excessos de cuidados (tipo criar filhos em verdadeiras bolhas) fazem mais mal do que bem. A higienização dos objetos, como bicos de mamadeiras e chupetas, deve ser feita fervendo-os, até um ano de idade da criança ou até que ela comece a engatinhar; após isto, lavar com detergente e água, enxaguar em água corrente é mais que suficiente. Isso é indicado também para brinquedos e mordedores. Brinquedos plásticos, principalmente os de uso em banheiras (patinhos, etc.), devem ter os apitos retirados, pois isso, além de evitar possíveis acidentes com as crianças, que os podem engolir e se asfixiar, facilita a secagem dos brinquedos, evitando a presença de bolores na parte interna deles.

DR. BACTÉRIA ENSINANDO A FORMA CORRETA DE HIGIENIZAR O CELULAR

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