A volta das escolas | Educacao – Como as escolas se preparam para a volta da moçada

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A vida durante a pandemia Covid-19 é difícil para tanto para pais e mães quanto para crianças e adolescentes. O retorno à escola é um passo importante e, esperançosamente, bem-vindo, mas você e seus filhos e filhas provavelmente têm muitas perguntas. Aqui estão as informações mais recentes sobre o que esperar e como você pode apoiar seu/sua estudante.

Aos poucos, estamos vendo um número crescente de crianças retornando à sala de aula. Mais de 1 bilhão de estudantes ainda estão fora da escola devido ao fechamento de escolas em todo o mundo.

Devido à complexidade da situação e às diferenças observadas em todo o mundo, os países e regiões estão em estágios distintos em relação a como e quando planejam reabrir escolas. Essas decisões geralmente serão tomadas pelos governos nacionais ou estaduais, e, na maioria das vezes, em discussão com as autoridades locais. Ao decidir se reabrem as escolas, as autoridades devem considerar os benefícios e riscos em educação, saúde pública e fatores socioeconômicos, no contexto local. O melhor interesse de cada criança deve estar no centro dessas decisões, usando as melhores evidências disponíveis, mas a condição exata disso vai variar de escola para escola.

As decisões sobre medidas de controle em escolas e a sua reabertura devem ser consistentes com decisões sobre outros fatores, como distanciamento físico e medidas de saúde pública na comunidade. Em geral as escolas não reabrem isoladamente, mas são parte das ações de retomada do país, como a reabertura de fábricas, transporte público, comércio. É crucial que as escolas planejem com antecedência e vejam quais medidas adicionais podem implementar para ajudar a garantir que estudantes, professores e professoras e outros funcionários(as) estejam seguros quando retornarem e as comunidades estejam confiantes em mandar suas crianças e seus adolescentes de volta à escola. Voltar para a escola provavelmente será um pouco diferente do que você e seu filho ou filha estavam acostumados. 

“Acho que o mais importante que podemos falar para os pais neste momento são duas palavras: vacina e escola. Essas palavras são absolutamente essenciais para as crianças. Pais, vacinem seus filhos acima de cinco anos. As vacinas são essenciais para a gente conter a pandemia e essa onda da Ômicron e essas variantes que estão aparecendo. É essencial que as crianças fiquem protegidas no ambiente escolar. As escolas são um ambiente seguro, na medida em que as crianças são as primeiras que cumprem à risca essas medidas de proteção. As crianças são capazes de ficar de máscara, de seguir a orientação de distanciamento. As escolas têm seus professores e funcionários vacinados, ambientes arejados dentro da capacidade de cada uma, mantendo um distanciamento principalmente na hora do lanche”, afirma a pediatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Ana Escobar.

Novas tecnologias | Internet das Coisas

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Você já ouviu falar em IoT? Essa é a abreviação de Internet das Coisas (ou Internet of Things, em inglês), e é uma das novas tecnologias na educação que deve ganhar espaço ao longo dos próximos anos. A revista Forbes define IoT como sendo a capacidade de “conectar basicamente qualquer dispositivo com um botão liga e desliga à Internet (e / ou entre si). Isso inclui tudo, desde telefones celulares, cafeteiras, máquinas de lavar, fones de ouvido, lâmpadas, dispositivos vestíveis e quase tudo mais que você possa imaginar”. 

Na educação, a internet das coisas pode tornar o processo educacional ainda mais integrado, tanto para instituições de ensino presenciais quanto remotas. Para que você consiga entender melhor sobre este conceito na prática, vamos fazer uma analogia. Imagine uma plataforma LMS, que possibilita ao tutor EAD integrar e acompanhar toda a jornada de ensino do aluno, da matrícula à emissão do certificado de curso. Na IoT, todo esse processo se torna ainda mais integrado, pois ultrapassa a esfera digital e apresenta formas de alinhavar, também, os aspectos relacionados à vivência presencial dos alunos.

Lifelong Learning

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Outra tendência que faz parte das novas tecnologias na educação é, na verdade, um conceito. Trata-se do “lifelong learning”, ou aprendizado ao longo da vida. 

Esta tendência defende o valor do aprendizado contínuo e, sobretudo, inerente à rotina. 

De acordo com a revista Época, o conceito pode ser entendido como “a compreensão de que, para se manter preparado, é fundamental entender a educação como um processo ininterrupto”. 

De acordo com a LLCQ – Lifelong Learning Council Queensland, o aprendizado contínuo é construído sobre 4 pilares: 

Conhecer (se interessar por um assunto e se dispor a entendê-lo); 

Fazer (habilidade de colocar em prática o conhecimento retido;

Conviver (exercício da troca, da empatia e da coletividade); 

Ser (a capacidade de agregar valor à sociedade por meio daquilo que é internalizado no processo de aprendizado contínuo). 

Com o conceito entendido, fica mais fácil entender como o lifelong learning se relaciona com as novas tecnologias na educação, certo? 

Para que seja possível agregar conhecimento de forma contínua na rotina, os lifelong learners demandam um novo modelo educacional, que os permita absorver aprendizado de forma autônoma, eficiente e prática.

Inteligência artificial e de dados

Uma das maiores tendências para o futuro é a da personalização. Ela extravasa os setores e se consolida como uma das novas tecnologias na educação, no consumo, no trabalho etc.  Dessa forma, a inteligência artificial e a inteligência de dados surgem como instrumentos de grande potencial. Ambos têm a capacidade de coletar informações sobre o usuário de seus sistemas e utilizá-los para fornecer relatórios completos sobre hábitos, preferências e expectativas do consumidor. Vamos fazer um exercício para entender melhor o funcionamento destas novas tecnologias na educação. 

Suponhamos que, antes de iniciar uma formação, o aluno pudesse responder a um questionário conduzido por um chatbot (ou um robô que simula interações humanas) sobre suas preferências educacionais. As perguntas poderiam ser: 

  • qual o seu horário de estudo preferido? 
  • quais as ferramentas de apoio mais utilizadas por você em sua rotina de estudos?
  • que ferramentas de interação você considera essenciais para o seu processo de aprendizagem? 
  • etc. 

Com base nas respostas obtidas, a própria máquina conseguiria obter relatórios consolidados com dados individualizados de cada aluno. Indo mais além, é possível combinar a inteligência artificial e de dados a plataformas adaptativas de ensino. 

Por fim, é impossível falar sobre novas tecnologias na educação sem mencionar a sala de aula digital. Este é o Ambiente Virtual de Aprendizagem que guiará o ensino do futuro, seja ele pautado pela inteligência artificial ou pela educação continuada. Atualmente, empresas de cursos online já utilizam o recurso da sala de aula digital como base para a oferta de seus conteúdos. 

Mas, com a consolidação do ensino híbrido, escolas e universidades também tendem a se adaptar ao modelo para garantir aos seus alunos a continuidade dos processos educacionais. Eles se estendem para muito além da oferta de conteúdos, incluindo, também, a interatividade entre atores do processo, o acompanhamento do tutor, a intervenção pedagógica para ajudar a superar obstáculos e por aí vai. 

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