A vida é breve como os orvalhos

Olhe para a sua história: não parece que você dormiu e acordou com essa idade?

Ilustrativa

Vivemos como se a vida fosse interminável. Mas, entre a meninice e a velhice há um pequeno intervalo de tempo. Para as pessoas superficiais, a rapidez da vida estimula a viver destrutivamente, sem pensar nas consequências dos seus comportamentos. Para os sábios, a brevidade da vida os faz valorizá-la como a um diamante de inestimável valor.

Ser sábio não significa ser perfeito, não falhar. Ser sábio é aprender a usar cada dor como uma oportunidade para aprender lições; cada erro como uma ocasião para corrigir caminhos; cada fracasso como uma chance para recomeçar. Nas vitórias, os sábios são amantes da alegria; nas derrotas, são amigos da interiorização. Você é sábio? Viaja para dentro de si mesmo? A grande maioria de nós provavelmente conhece, no máximo, a antessala da própria personalidade. Uma das maiores complexidades da psicologia é entender que a construção de pensamentos é multifocal, e não unifocal. Isso significa que construimos pensamentos não apenas porque queremos construí-los conscientemente, pela decisão do Eu; mas também por meio de outros três fenômenos inconscientes: gatilho da memória (autochecagem), autofluxo e janelas da memória. Todos nós, quando estamos dirigindo um veículo, temos controle do acelerador, da direção, do freio e de outros dispositivos. Imagine que queiramos seguir um caminho, mas nosso carro segue outro; que desejamos virar para a esquerda, e o carro vira para a direita. Esse fenômeno ocorre constantemente com a mente humana.

Controlando o nosso eu

Nosso Eu não tem pleno controle dos instrumentos que constroem milhares de pensamentos diários. Por isso, ora ele é o protagonista, ora é mero espectador; ora ele constrói ideias belíssimas, ora é vítima de pensamentos angustiantes que não confeccionou. Essa dança intelectual entre ser diretor e espectador, motorista e passageiro, gerente e cliente, acompanha toda a nossa história. É por isso que afirmei que drama e comédia, risos e lágrimas, reações lúcidas e atitudes estúpidas fazem parte do nosso currículo.

Se voltarmos à metáfora do teatro para entender a mente humana, diríamos que o Eu é, ou deveria ser, o ator principal do teatro psíquico, e os três fenômenos inconscientes que também constroem pensamentos deveriam trabalhar para o Eu brilhar; mas tais atores coadjuvantes teimam em roubar a cena. O maior desafio do Eu é deixar de ser um espectador tímido e assumir, no palco, seu papel fundamental como gestor da mente. Sem isso, desevolvemos o que eu chamo de ansiedade doentia, quando contrai o prazer de viver, a criatividade, a generosidade, a afetividade, a capacidade de pensar antes de reagir, a habilidade de se reinventar, o raciocínio multifocal, entre outros. Um dos mecanismos psíquicos que mais geram a ansiedade asfixiante é a hiperconstrução de pensamentos. Quem tem uma mente agitada, é uma máquina de se informar e de pensar, ultrapassou os limites saudáveis da movimentação psíquica e desenvolverá o que chamo de mal do século- a Síndrome do Pensamento Acelerado. Precisamos combater esse fenômeno sendo os autores da nossa história.

Dica do mês

Título: Você é Insubstituível
Autor: Augusto Cury
Editora: Sextante
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